Uma habilidade que pode fazer toda a diferença para você crescer em sua carreira

Este artigo trata de como podemos ter êxito no louco ambiente do mundo corporativo dos negócios progredindo intencionalmente, embora rapidamente, pois não nos podemos dar ao luxo de esperar sequer um ano, quanto mais alguns milhares. Se a sua organização não está progredindo pelo desenvolvimento da inteligência sócio-emocional corre o risco de se tornar obsoleta. Anteriormente o leitor ouviu falar da questão essencial: o QI é importante, mas a inteligência sócio-emocional é o verdadeiro crescimento da organização inteligente. Utilizar a inteligência sócio-emocional eficazmente é o grande passo evolutivo da empresa humana. O mundo tem mudado. Outrora pensávamos que era plano. Não é. Em tempos, pensávamos que éramos conduzidos por fábricas monolíticas e linhas de montagem construídas para durar. Não é. Em tempos, pensávamos que um MBA e a tecnologia wireless assegurariam o futuro. Não o fazem. Um grande número de pesquisas aponta para um único bilhete premiado. O passaporte para a viabilidade sustentada é a inteligência sócio-emocional. Existem grandes notícias para os estudiosos que estão nas organizações. Os campos das ciências psicológicas, sociais, da administração e do desenvolvimento organizacional estão avançando tão rapidamente que têm emergido evidências concretas que demonstram quais os comportamentos emocional e socialmente inteligentes que têm correlação direta com o sucesso organizacional.


Estamos falando de sucesso mensurável e não de uma simples melhoria na área da “medida do sinto-me bem”. Individualmente, como membro de equipe ou como líder, existem passos práticos a percorrer que produzem resultados tangíveis como a melhoria da produtividade, lucros mais elevados, baixa rotatividade de pessoal, diminuição de erros, maior inovação e melhor eficiência (IBTIDA) – o Santo Graal das organizações bem sucedidas. O foco na inteligência emocional e social da equipe é, verdadeiramente, uma oportunidade para progredir e prosperar.


Inteligência Colaborativa

A colaboração é uma capacidade composta que emerge do domínio das nossas capacidades de ISE. Os membros de uma equipe de futebol colaboram quando se agrupam e concordam que cada um deles fará a sua parte para executar uma jogada em particular, exceto quando se depara com uma oportunidade inesperada, não decidirá mudar a jogada por decidir correr com a bola em vez de fazer passes! A lealdade em equipe é inquestionável. Quando a sua equipe colabora você tira tempo para explorar respostas alternativas e encontrar uma solução que integre a sabedoria da equipe. Vai exigir um maior comprometimento porque se deve investir tempo para que se escutem uns aos outros, para que pensem detalhadamente nas coisas e em coordenar a execução das respostas com genuíno respeito uns pelos outros.

À medida que você e a sua equipe progridem na colaboração vão surgindo grandes benefícios. A sua autodisciplina e intuição coletiva tornarão o futuro muito mais fácil porque as equipes que coordenam as suas capacidades de ISE agem naturalmente com inteligência colaborativa.


Liderança Emocional com a Equipe

A sabedoria das equipes é o poderoso resultado do fato de se aprender a ler nas entrelinhas, a ler pelos flancos, a ler os lábios das pessoas. Como tal, a sabedoria de equipe requer: ler uns aos outros para compreender como se sente e por que para determinar a resposta mais eficaz para a situação. Ler o grupo como um todo para determinar o que é necessário para manter a sua equipe com energia e eficácia elevada. Ler o contexto, discernir e responder de um modo preciso às dinâmicas, políticas e aos ventos da mudança da organização e da liderança.


O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:

  • Auto-percepção – que é a capacidade das pessoas conhecerem a si própria, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.

  • Autocontrole – ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.

  • Auto-motivação – capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.

  • Empatia – habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.

  • Práticas sociais – capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe


Nos tempos que correm o sucesso do nosso trabalho não depende somente da forma como utilizamos a nossa capacidade intelectual e conhecimento, mas sim também, de como controlamos as nossas emoções em benefício próprio e da Organização Humana. Noventa por cento do tempo de um executivo é destinado em tarefas que obrigam o relacionamento com outras pessoas, e para qualquer outro tipo de profissão mais dos 5% das tarefas obriga ao relacionamento interpessoal, pelo que o nosso sucesso não dependerá apenas do QI.


A importância da Inteligência Emocional aumenta à medida que ascendemos no organograma da empresa. Ela está determinada por atitudes e competências intrapessoais e interpessoais. Nas competências intrapessoais estão agrupados o autoconhecimento, o autocontrole emocional e a automotivação. Nas competências interpessoais estão agrupadas a empatia e as relações sociais. Portanto cada uma destas competências está relacionada com habilidades emocionais e sociais. Esta diferenciação tem um nome em relação aos funcionários: são emocionalmente inteligentes, pois competência não é apenas o que acima referimos, hoje não é apenas aquele que domina um assunto, mas sim aquele que faz com que a empresa ande para frente, que inova, tem consciência, sente-se motivado e auto motiva-se, traz os colegas consigo e acima de tudo controla as suas emoções não causando problemas interpessoais dentro e fora da instituição que representa.


A pessoa ou funcionário emocionalmente inteligente vai aos poucos sobressair na organização causando alguma instabilidade nos demais funcionários, assim, o líder tem um papel preponderante nestas situações, tendo que mediar e desenvolver as capacidades deste e dos demais funcionários. A formação está no pico da diferenciação dos recursos humanos nas organizações, sendo que QI não é a mesma coisa que IE, contudo a formação ajuda no bem-estar e desenvolvimento da capacidade emocional dos funcionários. Mais importante que o “saber fazer” nas organizações de futuro é o “saber estar” e o “saber ser” dos seus funcionários.


Pensamos assim que todas as organizações têm que parar para pensar se querem diferenciar-se perante um mercado moderno, rápido e de constantes mudanças. Os recursos humanos são a fonte do sucesso das organizações por mais tecnológicas e modernas que sejam a única coisa que não se consegue fazer igual ao adversário é ter a mesma qualidade humana e de desempenho dentro e fora da organização.


Como Sócrates dizia: "As paixões e os caprichos dos desejos conduzem-nos a uma vida sem sentido. Longe de ser livres e poderosos (…) somos então escravos e dependentes. Inteligente, em consequência, é o homem livre, que se governa e só ele, deste modo, pode governar os outros. A verdadeira liberdade é consequência de educar às pessoas e fazê-las inteligentes no seu próprio auto governo".

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