Como ter uma empresa saudável?

Fazendo uma síntese das experiências apreendidas nesse ano como pesquisador e consultor em determinadas organizações identificamos preocupações emergentes de alguns dirigentes em investir na qualidade de vida e melhoria do clima sócio emocional organizacional - porque a queixa atual é: “estamos com alta rotatividade de colaboradores e estamos perdendo negócios para a concorrência”. Sair do discurso, da vontade para a prática é o desafio. Os profissionais de gestão de pessoas intermediando a busca de soluções com esses dirigentes sabem que a energia para as mudanças são boas, mas as frustrações durante a caminhada podem fazê-los desistir ao invés de perseverar para a vitória.


Veja algumas dificuldades que impede uma organização de ser psicossocialmente saudável:

  • Ausência de Inteligência Colaborativa - A colaboração é uma capacidade composta que emerge do domínio das capacidades de Inteligência Sócio Emocional. A lealdade em equipe é inquestionável. Quando uma equipe colabora se encontram soluções que integre a sabedoria da equipe. Isso exige um maior comprometimento porque se deve investir tempo para que se escutem uns aos outros, para que pensem detalhadamente nas situações e em coordenar a execução das soluções com genuíno respeito uns pelos outros. Quantas vezes ouvimos dos dirigentes “não temos tempo para tal porque a rotina nos consome”.

  • Baixa Liderança Emocional com a Equipe - A sabedoria das equipes é o poderoso resultado do fato de se aprender a ler nas entrelinhas, a ler pelos flancos, a ler os lábios das pessoas. Ler o grupo como um todo para determinar o que é necessário para manter a equipe com energia e eficácia elevada. Ler o contexto, discernir e responder de um modo autêntico e preciso às dinâmicas, políticas e aos ventos da mudança da organização e da liderança.

  • Falta de estratégias eficazes para a Retenção de Talentos - É fato que as empresas precisam dos talentos, mas é necessário que o RH seja estratégico e transforme culturas e sistemas nos quais os profissionais possam utilizar todo o seu potencial e métodos gerenciais e de liderança inteligentes para obter os resultados esperados. As práticas de liderança não podem ser centralizadoras e muito menos autoritárias porque é fato que quando o turn-over é alto, valores como obediência e sacrifício na vida pessoal deixarão de existir e hoje os profissionais talentosos se identificam menos com a empresa, são mais independentes e, portanto possuem maior empregabilidade e “se movem na velocidade do seu talento”. E ouvi muito esse ano: “perdemos vários profissionais para o mercado” – “Como é difícil convencer os dirigentes que as pessoas são o maior patrimônio da empresa, eles não entendem”.

  • Pouco investimento em Desenvolvimento Profissional e Pessoal dos Colaboradores - Quando o profissional é encorajado a crescer como pessoa e a desenvolver as suas potencialidades, ele se sente mais comprometido com a empresa e mais entusiasmado com a perspectiva de oportunidades futuras. Ajudar a pessoa a estabelecer um elo entre as suas aspirações e as metas da organização, ajuda a criar um conjunto de lealdades que se reforçam mutuamente. Envolver-se sinceramente com cada colaborador, como indivíduo, cria um forte laço de confiança mútua.

  • . Baixo interesse na Comunicação Franca e Aberta - A comunicação franca e aberta implica em fornecer informações oportunas e confiáveis em todas as suas interações com os colaboradores. Em especial, todos precisam saber para onde a organização está indo, qual é a missão e estratégias da empresa e quais são as responsabilidades essenciais para que o profissional contribua para o sucesso como um todo. Quando se estabelece um canal de comunicação franco e aberto com todos estamos demonstrando respeito ao ser humano; ele, por sua vez estará mais disposto a empenhar-se para conquistar as metas de sobrevivência.

  • Pouca demonstração de Reconhecimento - Se a atuação do profissional é aprovada, elogiada e reconhecida, ele será cooperativo e comprometido. De acordo com estudos, a natureza do ser humano fará com que ele permaneça no mesmo lugar a fim de receber mais atenção e, além disso, ele mudará se for o caso, e desenvolverá potencialidades latentes com o objetivo de receber mais aprovação.

  • Pouco investimento na promoção do Bem-Estar no Ambiente de Trabalho - Ao promover o bem estar, estamos cuidando do mais valioso recurso: o empregado. Hoje em dia, um número cada vez maior de pessoas estão preocupadas com a sua saúde e o bem estar físico e emocional. A maioria dos empregados de hoje tem saúde e boa forma entre as suas prioridades mais importantes. Reconhecer a importância destas prioridades e atendê-las através da elaboração de planos especiais é uma ação que valida as necessidades do empregado. O empregado que se sente valorizado por seu empregador e provavelmente responderá à altura aumentando o sentimento de lealdade e de comprometimento.

  • Caros dirigentes, gestores e leitores pensem na situação atual e quais melhorias deverão ser implementadas. Envolva o time nos projetos e invista de forma inteligente na gestão de pessoas. Estudos comprovam que, se o sentimento de comprometimento for grande, a empresa é beneficiada de diversas maneiras, dentre as quais estão: padrão de qualidade elevado, desempenho elevado, baixa rotatividade, moral elevado, espírito de trabalho em Equipe. Todos ganham com a empresa psicossocialmente saudável.

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